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6 de setembro de 2011

BREVE



para a moça peculiar dos olhos brilhantes



Enquanto vai a noite adentro,
Ardendo em corações apaixonados
Acaricio a suavidade de tuas maçãs
Saboreando cada deslize de meus dedos

Deixo as palavras fugirem trôpegas
(Ir)reveladas marcas de meus interesses
Assim como as pegadas de um animal sorrateiro
E quando imaginaria um momento desses?

Eu sei, meu bem, o tamanho da insensatez!
Eu sei mais ainda do que eu gostaria
Mas o meu não saber, a minha agonia,
É como um fogo apagado em noite fria

O poema sopra seus cabelos negros
Enquanto me desmancho em tuas pupilas
Assim que partires, tão breve quanto chegaste
Leva contigo estes versos, aquece-os em teu peito

Com sua licença, preciso me recompor
Antes que eu divague a respeito do amor
E o amor não vem ao caso, deixa-o quieto
Ou melhor deixá-lo desacordado?


3 comentários:

Mensagem Efêmera disse...

Entendi TUDO.

Amor cafona disse...

È tão bonito este texto. (:

Anônimo disse...

Eu sei, meu bem, o tamanho da insensatez!


é a minha parte preferida do poema.