O q vc tá procurando? Digite aqui

19 de novembro de 2008

MÚSICAS INFANTIS DO TERROR -------

Abaixo segue uma lista das ditas músicas infantis com alguma análise, quando na verdade de infantis não têm nada. Confira o quão agressivas e mal-intencionadas são muitas das canções “de ninar” e de roda. RSRSRSRSRSRS...

1- “ATIREI O PAU NO GATO-TO, MAS O GATO-TO NÃO MORREU-REU-REU...”
Percebe-se logo de cara que o eu-lírico tinha intenção mesmo é de matar o pobre do bichano. A letra segue narrando o comportamento absurdo da cínica dona Chica, que “ADMIROU-SE-SE DO BERRO, DO BERRO QUE O GATO DEU”. A sem-coração admira-se do sofrimento do gato ao pegar uma paulada, demonstrando sua total negligência e falta de amor pelo indefeso animal. Imagine isso na cabecinha de uma criança!!!

2- “BOI, BOI, BOI, BOI DA CARA PRETA, PEGA ESSA CRIANÇA QUE TEM MEDO DE CARETA”
Nem precisa de análise. Está mais do que claro o terrorismo psicológico impingido por essa letra sinistra. E é cantada pra colocar crianças pra dormir.

3- “SAMBA LELÊ, TÁ DOENTE, TÁ COM A CABEÇA QUEBRADA, SAMBA LELÊ PRECISAVA É DE UMA BOA PALMADA”
Além da(o) Lelê estar doente, com a cabeça quebrada (olha o nível da violência!), ainda merece uma boa palmada. Depois querem culpar a TV e a Internet como os vilões modernos, sendo que os verdadeiros vilões estão se perpetuando com todo o gás há muitas e muitas gerações.

4- “ TERESINHA DE JESUS, NUMA QUEDA FOI AO CHÃO”
A coitada da Teresinha é apresentada às crianças como uma pobre desafortunada que, logo no início da música, se estatela no chão. Tragédia!

5- “ O ANEL QUE TU ME DESTES ERA VIDRO E SE QUEBROU, O AMOR QUE TU ME TINHAS ERA POUCO E SE ACABOU”
Primeiro, uma clara apologia à pirataria, onde o que vale é conquistar algo a todo custo, nem que seja dando um anel de vidro. Depois, outra apologia descarada aos relacionamentos levianos, com a história do amor que era pouco e se acabou. Ora, amor que é amor não acaba assim, isso é a mais pura cachorrice!

6- “ O CRAVO BRIGOU COM A ROSA DEBAIXO DE UMA SACADA, O CRAVO SAIU FERIDO E A ROSA DESPEDAÇADA (OU DESPETALADA)”
Banaliza a violência conjugal, dando às crianças um panorama sem pudor nenhum do estrago causado por um lar desestruturado. Fico pensando numa criança imaginando a cena do cravo ferido e da rosa, pior, toda despedaçada.

7- “NANA, NENÉM, QUE A CUCA VEM PEGAR; MAMÃE FOI PRA ROÇA, PAPAI FOI TRABALHAR”
Esse é um clássico, também explorando o terror psicológico através de uma ameaça cruel de uma tal de cuca vir pegar a criança, caso ela não durma. A coitadinha nem tem a oportunidade de confiar que alguém possa salvá-la, pois a “mamãe foi pra roça” e o “papai foi trabalhar”.

8- “A CANOA VIROU POR DEIXAREM-NA VIRAR; FOI POR CAUSA DA MARIA QUE NÃO SOUBE REMAR”
Gente, onde já se viu cantar em tom divertido uma canção sobre uma canoa que virou? E onde já se viu entregar os remos a uma pessoa completamente irresponsável e inapta para remar? Só pode estar querendo encrenca.

9- “ESCRAVOS DE JÓ JOGAVAM CAXANGÁ; TIRA, PÕE, DEIXA O ZAMBELÊ (OU ZÉ PEREIRA, COMO CANTAM ALGUNS) FICAR; GUERREIROS COM GUERREIROS FAZEM ZIGUE-ZIGUE-ZÁ...”
Canção que explora o limite da imaginação infantil. Primeiro, sabe-se lá o que ou quem é o Zambelê ou Zé Pereira, o caxangá... Depois, fica a dúvida se o Jó da música é o mesmo da Bíblia. Se é, o que tem a ver com o restante da letra? Por fim, fica a insinuação de uma suruba gay: esse papo de “tira, põe”, “guerreiros com guerreiros” fazendo zigue-zigue-zá... Sei não...

10- “ERA UMA CASA MUITO ENGRAÇADA, NÃO TINHA TETO, NÃO TINHA NADA, NINGUÉM PODIA ENTRAR NELA NÃO, PORQUE NA CASA NÃO TINHA CHÃO (e todo o resto)”
Essa é a combinação macabra entre letra e melodia revoltantes. Pura apologia ao bem-estar das classes média e rica, ao menosprezar a humildade dos pobres indivíduos desprovidos de bens materiais. A letra é tão estúpida que ataca a humilde casinha de “engraçada”, só porque não é o mesmo palácio, supõe-se, em que mora o eu - lírico. Para finalizar com “chave de ouro”, o endereço do lugar é “rua dos bobos, número zero”. Para bom entendedor, confirma o que foi dito: avacalha com o dono da casinha e, por ficar no número zero, não vale nada.

11- E POR FIM, UM APARENTE ALÍVIO: “SE ESSA RUA, SE ESSA RUA FOSSE MINHA, EU MANDAVA, EU MANDAVA LADRILHAR, COM PEDRINHAS, COM PEDRINHAS DE BRILHANTE, PARA O MEU, PARA O MEU AMOR PASSAR”
Eis aí uma verdadeira pérola do puro amor e romantismo. O que poderia haver de perverso ou absurdo numa canção de roda tão meiga e inofensiva?
Bem, vamos conferir o restante da letra:
“NESSA RUA, NESSA RUA TEM UM BOSQUE, QUE SE CHAMA, QUE SE CHAMA SOLIDÃO, DENTRO DELE, DENTRO DELE MORA UM ANJO, QUE ROUBOU, QUE ROUBOU MEU CORAÇÃO”
Ah, o amor... Puro e cristalino, doce como mel, presente numa letra inspiradora e apaixonada. Vejamos a parte final da cantiga, só pra ver o que ela nos traz afinal:
“SE EU ROUBEI, SE EU ROUBEI TEU CORAÇÃO, FOI PORQUE TU ROUBASTE O MEU TAMBÉM...”
Credo! Que susto! Onde está aquela beleza quase celeste do amor? Transformou-se em “olho por olho, dente por dente”. Nada de perdão. Aqui o que vale é “ladrão que rouba ladrão” e a idéia de que “a vingança é a melhor escolha”.

Viram só? Não escapou uma sequer!

4 comentários:

Amanteli disse...

é isso aí.Lembrei do livro do Bruno Bethelhein. Não vou cantar essas músicas p Beatriz.

Anônimo disse...

Mano... o que você fumou?

Marvin Cross disse...

Anônimo, vc não senso de humor? Rsrs

Tia Das Quebrada disse...

Sempre tive medo dessas cantigas , e eu estava certa :')