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29 de dezembro de 2013

Dose dupla de poemas apaixonados: AQUELE PIANO e PRÓPRIA LUZ (para minha noiva Cássia Monteiro)


AQUELE PIANO

Do ponto mais obscuro
Sem essa de medo do escuro
Eu vejo aflorar uma paixão

E eu me agarro a essa certeza
Não me importo com as correntezas
Aquele piano ainda toca pra nós

Vai despontar a aurora
Em nossos corações
Eu na verdade não ligo pra hora
Vou viver e viver emoções
Ouço um chamado claro
Chega ecoando raro

Valeu a pena ficar um pouco mais 


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PRÓPRIA LUZ

Olha lá fora
Você pode me dizer quantos estão vivendo
Uma história de amor real
Nesse momento?
Como essa que a gente um dia conquistou

Vamos embora
Me perdoe, mas eu tenho uns versos agora mesmo
E eu preciso colocá-los todos num caderno
E te dar

Me dá sua mão, não tenha medo
Poucas palavras, nenhum segredo
Venha fazer essa história comigo!

Se eu te encontrar
Numa estrada escura
Sei que você vai iluminar
A sua luz é própria
Ela vem da pureza
Da sua alma 

14 de setembro de 2012

crônica: AMOR ALÉM DO FACEBOOK



A guria era vegetariana e queria aplicar um teste naquele rapaz que ela acabara de conhecer. Conhecer pessoalmente, que fique claro. Ela o convidara para almoçar num restaurante natureba, após baterem um longo papo bebendo água de coco. Ela queria conferir os hábitos alimentares do cara. Ele teve sorte: pôde escolher uns pedaços de peixe para acompanhar aquela comida à qual não era muito afeito.
Como mencionado, aquele encontro (que não teve início no almoço, explico nas próximas linhas) foi o primeiro que tiveram pessoalmente e em particular, sem a presença dos amigos em comum. O guri na verdade a vira pela primeira vez no Facebook. Paixão à primeiríssima vista. Sim, eu disse Facebook.
As pessoas em geral torcem o nariz para relacionamentos originários de antros virtuais, até mesmo os protagonistas desta crônica. Mas relacionamentos são relacionamentos. Muitos são megarreais e não duram um mês sequer. Este, muito pelo contrário, está chegando a um ano. Memoráveis conversas permearam o contexto virtual do casal, recheados de todo tipo de tentativa por parte do guri para impressionar sua musa. Foi, inclusive, pela internet, que ele teve sua atitude quase suicida de se declarar pra ela com um poema que não deixava dúvidas sobre suas intenções.
O rapaz havia ficado extremamente contente quando ela o convidara para sair. Ela! Foi no dia seguinte ao seu aniversário de 20 e poucos anos. Ganhara um cartão caprichadinho escrito à mão, com as primeiras marcas que ele viria a reencontrar em muitas outras mensagens que lhe fossem escritas pela mesma autora. A moça ainda se mantinha resistente, pulso firme, havia chegado ao encontro toda dona da situação. Ora, ela não ia dar trela tão fácil ao que poderia ser uma enrascada. Ponto pra ela, ué.
Como ele se achava no lucro de ter ganhado um encontro com a garota de quem estava a fim, resolveu ficar na dele, agindo quase que passivamente a maior parte do tempo. A intenção do garoto era vender seu peixe sem causar más impressões em sua nova “amiga”, ele tinha alguma espécie de plano.
O andamento do plano do garoto parece ter sido bem-sucedido, tendo em vista que daquele primeiro encontro muitos se seguiram, sempre encerrados com abraços nos quais ela já denunciava algum tipo de carinho maior que amizade. Até que um belo dia (bem antes do primeiro de muitos apaixonados beijos) ela não aguentou e parou de embromar: estava apaixonada por ele. Ainda que tenha feito essa afirmação de um jeito peculiar, hesitante, enquanto eles saboreavam uvas.
O primeiro beijo foi atípico no que se refere a histórias de amor. Rolou numa manhã de sol pesado, num local que inspirara o rapaz a escrever um poema sobre um certo fim de tarde. No entanto, quem ousará insistir que um beijo que acontece de manhã não pode ser lindo e inesquecível? Até porque o majestoso Rio Amazonas estava ali diante deles, o que já lhes dava uma vantagem gigantesca no quesito “cenário ideal”. Foi a partir desse primeiro beijo que laços de fidelidade, cumplicidade, afinidade, desentendimentos normais e amor foram se unindo. Este beijo que o rapaz e sua atual namoradíssima deram aconteceu no dia 15 de Setembro, e desde então até hoje (um maravilhoso ano depois) eles tem vivido muito felizes, obrigado.


Parabéns para nós, Cássia, meu amor!!! Que 365 dias ao seu lado sejam um constante Bis. Amo-te!!

15 de janeiro de 2012

CÁSSIA


Já repararam no M e V que estão no colarzinho dela??....

Com você as músicas são diferentes
Elas atravessam os ouvidos
Como num desfile colorido
Com você os poemas respiram
Eles parecem ter pulmões carregados de ar
O suficiente para vender e dar
Com você os dias tem horas a mais
Que correm rápido quando perto e lento quando longe
Mas que ainda assim mantém você no horizonte
Com você as comidas tem sabor refinado
Como se meu paladar nunca tivesse experimentado
O que é realmente saciar uma fome de fato
Com você as caminhadas não são cansativas
E as estradas ficam repletas de árvores vivas
Com flores e frutos maduros pra colhermos juntos
Com você as letras do alfabeto parecem dançar
Elas formam palavras de amor em vidro embaçado
E escrevem histórias que superam o passado
Com você o meu riso é mais fácil, mais aparente
Como se o conceito de alegria fosse mais frequente
E cada minuto contivesse um aprendizado ao teu lado
Com você as noites mais escuras são as mais claras
Em que me perco na imensidão do teu olhar
E brinco de amor correndo pra lá e pra cá
Com você sou menino cometedor de desatinos
E num suave despertar conheço meu destino
Teus braços e cabelos para me abrigar e envolver
As coisas singulares que só provo com você!


FELIZES 4 MESES DE NAMORO, QUERIDA CÁSSIA!!!!


30 de dezembro de 2011

UM BRINDE AO ADEUS



Poucas coisas são unânimes entre os seres humanos. Acredito que uma delas seja o final de um ano, pois não vejo ninguém chorar, espernear e se desesperar para que um ano não acabe. As pessoas aceitam esse fim muito mais facilmente do que a morte de alguém, mesmo esse ano tendo sido o melhor de suas vidas. Final de ano é um período em que muitas promessas e desejos surgem nos corações. Gente que enxerga uma esperança vindoura, “se Deus quiser comprarei meu carro ano que vem”, “em Janeiro começarei aquela dieta”... Não importa, dos sonhos e promessas mais bobos aos mais nobres. Muitos chegam ao fim do ano da mesma maneira que o iniciaram. Algumas pessoas viveram amarguras tenebrosas, perdas terríveis e das mais diversas, mas algumas lições puderam ter sido tiradas. Se ainda não se tirou lição alguma das agruras vividas, talvez haja alguma centelha na qual reside a fé de que ainda aprenderão algo. Muitos atravessaram 2011 carregando fardos de dúvidas, rancores, mágoas, dívidas, dissabores, preocupações, mas que perto do fim conseguiram vencer, rir do que passaram e ainda incentivar outros que ainda não obtiveram êxito. Muitos não passaram por qualquer situação sinistra. Comeram, beberam, dormiram e viveram 365 dias como quem bate o ponto religiosamente no emprego, sem nada de tão anormal.
Mas convoco-vos nestas poucas linhas a fazermos um brinde. Seja lá o que você tenha passado, chorado, sorrido, sofrido. Seja lá quantas vezes você decidiu algo e mudou de ideia no outro dia. Seja lá quantas vezes você pensou estar certo, mas teve de admitir que estava errado. Seja lá quantas vezes você viu sua mão sangrar de tanto esmurrar pontas de facas. Seja lá quantas vezes você jogou e perdeu, perdeu e ganhou, jogou para perder de novo e ganhou mais uma vez para mostrar que na vida se ganha e se perde... Brinde comigo! Nós nem sequer precisamos de álcool para isso. Precisamos apenas nos abraçar carinhosamente. Um abraço cálido, fiel, de quem carregou a cruz e manteve um sorriso impossível no rosto. Um abraço de quem não via a hora desse ano acabar, pra recomeçar do um literalmente, desta vez se sentindo mais treinado, mais preparado, com as armas certas para a batalha. Que nós possamos brindar um fim que pode representar, se Deus quiser, um novo e brilhante começo.
Felicíssimo ano-novo!!

2 de março de 2011

LAR DA ANGÚSTIA



Esse é o meu coração,
Um lugar escuro e frio
Lar de segredos absurdos
De impenetráveis mistérios

Esse é o meu coração,
Um lugar inexplorado
Algo como uma caverna incerta
Lar de sonhos esfriados

Esse é o meu coração,
Sangrado por lâminas de dor
Lar de tristezas múltiplas
E de uma imensa angústia

Esse é o meu coração,
Sussurrando por uma só chance
Uma só tentativa é o bastante
De recomeçar, outra vez respirar

Esse é o meu coração,
Que já bate perdendo o ritmo
Morrendo aos poucos, minguando
Sumindo a cada vez que o sol se põe

Esse é o meu coração,
Cheio de infantilidades sem inocência
E duvidosa compostura
Tentando reaver a decência

Esse é o meu coração,
Ainda palco de poesias machucadas
Lar de pessoas amarguradas
Cujo chão morreu, em seus corações

Esse é o meu coração,
E esses são meus puros versos
Expressões de um ser incompleto
Cujo coração só precisa descansar

21 de julho de 2010

crônica: AMOR DE 4a SÉRIE


Ela chegou na escola. Finalmente, após eu esperá-la tantos minutos gastos em frente ao portão. Sabia que ela morava perto da escola, muitíssimo mais do que eu, porém ela sempre chegava uns quinze minutos depois. Certa vez eu fiquei frustrado quando esperei, esperei, ela não veio. Nessa ocasião, o dia perdeu a graça pra mim. 
Ela estudava duas séries abaixo de mim, éramos dois pirralhos que, como diria minha mãe, nem sabiam limpar o bumbum direito. Entretanto, nos amávamos. Eu me apaixonara por ela desde que a vi fantasiada de cigana correndo atrás de seus coleguinhas pretendendo esganá-los. Que sorriso ela tinha, a japonesinha-índia! 
Seus cabelos eram lisinhos, e no recreio ela sempre comia bolo de chocolate. Lembro claramente que foi ela quem começou com essa história de paixonite, porque vivia olhando para mim, às vezes sorria, e eu era uma criança que me apaixonava fácil. 
Além dos olhares que ela me dava, indiscretíssimos, o que me deu a certeza de sua paixão por mim foi quando, numa avenida próximo à escola, após a saída, ela vinha com uma amiga. Acho que era sua prima. Quando passei por elas (fingindo não conhecê-la, mas quase me acabando de feliz por dentro), a tal prima me disse o nome dela. Assim, do nada. Pra quê? Ora, certamente era pra dar o primeiro passo... Meu coraçãozinho nem acreditou. Ganhei o dia, ou melhor, ganhei muitos dias, semanas, meses... E me enchi de esperança. Bom, ficou só naquilo mesmo. Nossa única comunicação naqueles dourados segundos.
No entanto, o ano acabou. Mudei de escola, fiquei sem saber dela. Encontrei-a muitos anos depois, em frente a uma banca de revista. Nem acreditei. Eu que pedia a Deus para reencontrá-la, e Ele nada de me escutar. Então, de repente, ali estava ela. Já nem se lembrava de mim. Para ela, eu devo ter sido uma paixão de segunda série, uma besteira de uma mente imatura. Todavia, ela, para mim, fora um grande amor da quarta. E uma recordação para a vida toda. 

P.S.: Hoje, quem diria, somos bons amigos. Tem coisas que só Deus, que parece ter um gosto por ironias da vida, é capaz de arquitetar.  

11 de junho de 2010

QUE SEJA AMOR!


UM TEXTO EM HOMENAGEM AO DIA DOS NAMORADOS

Nestes tempos difíceis de relatividade moral, falar de amor corre o risco de parecer careta ou meloso.
Também pudera, tendo em vista essa grande banalização dos relacionamentos e da própria palavra "amor", que para alguns se resume a um casal que se beija na boca, ignorando todo o resto que envolve tal beijo.
Este texto tem como função breve prestar uma homenagem ao dia dos namorados, não levado pela onda comercial por trás da data, mas aproveitando a oportunidade para falar de um tema que eu nunca falei como agora, nem neste blog e nem outro ambiente na internet.
Dias atrás eu postei o poema L' AMOUR, como um aquecimento para este texto, e fiz divulgação para os amigos. Percebi uma movimentação razoável no blog, infelizmente sem saber ao certo o resultado da minha propaganda, já que alguns entram e não comentam nada. 
Com este novo post, espero que mesmo que ninguém comente nada, mas que ele seja inspirador. Afinal, precisamos despertar depressa para a ruína que se faz diante de nossos olhos. Será que você entende o quão sério é quando uma pessoa vulgariza algo tão precioso? Será que não estamos falando "eu te amo" demais?
Há um índice altíssimo da última década para cá, em que amor e paixão tem sido confundidos livremente, e com isso dores tem se sucedido em meio a ilusões, mentiras e falsas conclusões sobre amor. 
Entretanto, creio que o pior de tudo seja a falta de qualquer bom sentimento. Relações construídas à base de sexo casual, em busca de prazer por alguns minutos, ou relações rotativas (ficar, pegar etc.) que não valorizam um compromisso sério porque, muitas vezes, soa antiquado, perda das alegrias da vida ou porque a pessoa é estúpida mesmo. Pergunto-me: pessoas assim conseguem ousar dizer que são felizes? E se conseguem dizer, que atentem para saber se seu coração, sua alma e sua vida (as três juntas) concordam com o que foi dito.
Sim, eu defendo a bandeira do AMOR. Não porque seja "fácil" falar pelo fato de eu ter uma namorada que amo (até porque só Deus sabe o quanto já vivemos juntos). Mas porque me preocupo seriamente com a degradação mais do que estampada na cara do mundo. Namorar tem que ser um prenúncio de que futuramente alguém pertencerá a outro, não apenas uma troca de prazeres cujo destino tem grandes chances de ser mau, caso seja baseado em tantas superficialides.
Se não tem presente para dar neste dia 12/06, dê o maior de todos os presentes: AMOR. Mas amor profundo, gentil, que não se preocupa em ganhar, que zele, se dedique, seja fiel... Muitas vezes isso tudo vem num simples abraço, embrulhado no melhor dos pacotes: a pessoa amada.

Feliz dia dos namorados! E Deus abençoe grandiosamente!