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4 de junho de 2013

COPO D´ÁGUA EM TEMPESTADE



Palavras cataclísmicas
Surtos de complexidade
Vendavais de ofensas
E tudo já não passa
Já não passa mais
Do mesmo

É só sentir
De olhos atentos
E peito aberto
Está tudo escancarado!
Nesse meio-tempo do acaso
Dos frugais conflitos

Desentendimentos em ciclone
Pelas raízes, árvores arrancam
Nesse contratempo do medo
Enquanto bebemos desculpas
E tudo é apenas, na verdade
Outra gota dessa tempestade
Há tempos avistada

É só sentir
De olhos marejados
E peito apertado
Está tudo destruído
Nessas desconversas brutais
Das despedidas frugais


3 comentários:

TiagoQuingosta disse...

... Essa sensação faz-me pensar nos estilhaços de uma bomba, que há muito já explodiu.

Julielton Souza Lima disse...

Lindíssimo poema, de certo que, pude imaginar a destrucao que os homens causam. A imagem que teu poema gerou foi de uma guerra de palavras entre os homens.

Julielton Souza Lima disse...

Lindíssimo poema, de certo que, pude imaginar a destrucao que os homens causam. A imagem que teu poema gerou foi de uma guerra de palavras entre os homens.