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13 de dezembro de 2009

ALIANÇAS e IGARAPÉ DA FORTALEZA




Caro visitante deste blog, você conhece a comunidade do Igarapé da Fortaleza, em nosso querido e belo estado do Amapá? Pois bem, este post é para tratar sobre esse lugar peculiar e único, mas também para contextualizá-lo com a série Alianças.
Bem, tenho dado aulas de inglês numa escola estadual de mesmo nome da comunidade desde junho de 2006, e diante disso foi se tornando impossível ficar indiferente às riquezas do lugar, em vários sentidos. Confesso que foram várias as vezes em que fiquei p*** e/ou triste com as reações e certos comportamentos dos meus alunos, em alguns momentos bastante atrevidinhos... Mas graças a Deus não demorei a perceber o tamanho da proximidade que há entre eles e nós, teachers. Não que nós exatamente queiramos isso, mas é por causa do estilo família que envolve o lugar e as pessoas. Quando eu falo que é peculiar, é porque é peculiar meeeesmo!! Gosto de dizer que não dá pra classificá-los como “santanenses” ou “macapaenses”. O fato é que eles tem uma identidade própria, e fim.
Foi por isso que, depois de duas ideias de histórias que retratariam o Igarapé da fortaleza, que resolvi acrescentá-lo ao projeto que vingou: a saga ALIANÇAS.  E a maioria dos leitores da história reside no local. Longe de ser uma comunidade “atrasada”, “desinformada” e outros adjetivos que rebaixam aqueles que moram na chamada periferia, a Fortaleza (a galera não curte muito o termo “igarapé”) é um caldeirão cultural. Quando se pensa que pode rotular a galera pela música que escuta, as roupas que usa ou a religião que segue, encontramos as diferenças. Muitas delas são particularmente chocantes (como a questão da gravidez precoce entre várias jovens, muito comum, infelizmente), outras são empolgantes (como as programações da escola em que dou aula e a garra dos jovens evangélicos locais em participar da Obra de Deus).
É nesse panorama, nesse cenário tão rico e cheio de diversidade, embora às vezes não pareça, que encontramos no livro 01 a metade da laranja que é a série Alianças. Dayse Pantoja. Até o sobrenome de Dayse vem da impressão que tive certa vez ao constatar que havia muitos alunos com esse sobrenome nas listas de chamada.
Dayse e sua família retratam um pouco a cara de um tipo bem comum de morador do Igarapé da fortaleza: o protestante. Chego a ficar impressionado quando há reuniões de pais e professores e vejo que muitos dos pais crentes são justamente genitores de certas criaturinhas enfezadas. Demoro um pouco a engolir, justamente por ainda estar em processo de me acostumar com a situação. A fé protestante lá é maciça, e em alguns casos não parece ser exatamente uma questão de compromisso veraz com Deus, de amizade mesmo, mas de tradição... Sei lá.
O fato é que tudo que se liga a mim de um jeito direto ou indireto, no Igarapé da fortaleza, me impulsionou a inseri-lo em Alianças. Claro, sem esquecer que muito antes de Dayse dar o ar da graça, assim como o misterioso velho do mato, tivemos a passagem de Adrian por lá, onde ele se casou com Magali, com ela teve Aisha e virou pastor, culminando em sua saída da igreja de lá após uma pregação polêmica.
Para você, leitor de Alianças que nada sabe sobre a comunidade, tem a oportunidade de conferir neste post duas fotos que não são lá muito significativas, são mais para ilustrar. Também postei essas fotos porque próximo ao ambiente mostrado nelas se desenrolou na história fatos como os assassinatos do qual Nairon foi culpado e o matagal onde o velho do mato se escondia e no qual, no livro 02, Dayse leva Christian, Blumie e Derick para conhecer.

Espero que você tenha apreciado este texto, tanto quanto pra mim foi bastante interessante escrevê-lo. Já era tempo de demonstrar meu carinho por essa comunidade que tem me ensinado (e estressado, hehehe) tanto. E olha que o professor sou eu!!!

3 comentários:

Rilda disse...

Ei...Adorei o post...não pq eu moro em Fortaleza...mas pq gosto de Alianças e quando vi q na história falava do meu bairro,fiquei orgulhosa...hehe...e é verdade,nós da fortaleza não gostamos muito da palavra "Igarapé" hehe... mas fazer oq?'hauahua,Obrigada MArvin Cross... Fiquem na paZ!

Amanteli disse...

Estou ansiosa para começar a ler alianças, mas gostaria muito que um dia vc pudesse transformar em livro a "V.A.". Uma Literatura verdadeiramente amapaense é a sua, pois conseguimos nos ver nos locais que vc descreve.
Sou sua fã, sabes disso.
bj

Marvin Cross disse...

Nossa,Lili, vc nem sabe... não sei como, juro por Deus, mas eu perdi uns 6 episódios sa V.A 3, a melhor das 3 V.As... e o pior, foram justamente os 6 episódios que precedem o último... no período que perdi fiquei tão triste, tão indignado... nem gosto de lembrar. Mas obrigado mesmo pelo carinho. Tô vendo que é bem recíproco.